Graças a um passatempo da Sic Radical, parece que vou de borla ao festival. Oh pa, que chatice! Mas lá terá de ser, não é? Vida difícil...
sábado, 4 de julho de 2009
9, 10 e 11 de Julho
22:55 | 2 Comentários
Ah e tal, parece que este blog é meu
Mas ninguém diria pela ausência de posts, comentários, vivências que não têm sido relatadas neste espaço simples e modesto. Imagino que alguns de vós já tenha parado para cogitar razões que justifiquem a minha ausência. As férias estão aí, o sol convida a estar na rua, as praias emergem como cenários perfeitos para gozar o bom tempo, as noites são apelativas, as esplanadas tentadoras, a preguiça ainda se faz sentir mais nesta altura do ano, entre tantas outras coisas. Vá, ok, eu sei que ninguém parou para pensar nisto. Aliás, sei também que alguns ainda estão em exames e, por isso, não deverão estar dispostos a despender esforço mental com uma questão tão insignificante como esta.
Se há alguém que tem de pensar nisto sou e, como sinto falta de escrever (para além de estar em dívida com este meu cantinho), lá reunirei o máximo de motivação, força e empenho para compensar a minha falha. Vai ser complicado recomeçar, não só por todas as razões que já foram aqui explanadas, mas porque estou sem internet. Pelo que me disseram, sem net eu não consigo postar. Isto há coisas estranhas, não há? Ora bem, isso só me complica a vida, mas baixar os braços à primeira dificuldade não faz parte da minha personalidade. Assim, vou continuar a fazer algo que tenho feito nos últimos dias: roubar net ao vizinho. Confesso que não tenho a mais pequena ideia de onde provém esta rede sem fios, mas como me dá combustível para eu conduzir neste mundo virtual eu já gosto dela.
E porque é que eu não tenho net? Porque, como vocês sabem (são tão espertinhos, que orgulho!) eu ando sempre entre a capital e o Norte. Quando vou a casa utilizo a net do papi e cá ando aos pulos com o Kanguru. Embora desconheça o rumo deste meu Verão, estou a contar passar boa parte dele em Arcos de Valdevez. Em sequência disso, não paguei as últimas duas mensalidades da internet móvel e os senhores chatearam-se (tradução: suspenderam o serviço que será reactivado após o pagamento da dívida). Bem, agora que já estão a par das minhas contingências, espero que regressem a este belo estabelecimento onde há água, sumos naturais, caipirinhas, imperiais, caracóis, tremoços e tudo aquilo que vos aprouver.
Sentem-se e desfrutem da companhia! Até já.
12:37 | 2 Comentários
quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
A morte anunciada de uma aspirina
Bastaram dois segundos para deixar de me sentir a mesma. Tudo o que conhecia revelou-se estranho, assim como todas as certezas que permaneciam cravadas nesta pele comprimida A ideia de uma vida prolongada, na companhia dos meus semelhantes e no interior de uma caixa de remédios perdida num armário castanho de carvalho, agradava-me de sobremaneira. Todavia, a água, agora contida naquele copo vermelho comprado em Salamanca por altura das festas locais, aniquilava todos os meus sonhos e anunciava a minha extinção. Chegara a hora de curar alguém, mesmo sabendo que isso se traduziria na minha morte. De alguma maneira, este pensamento acalmava a aflição do borbulhar do meu frágil corpo. Neste estado de ânsia e desespero, recordei as memórias mais valiosas que só o meu íntimo reconhecia. A cada desprender de uma bolha, libertava mais uma curta vivência que, infelizmente, ficara pautada pela solidão. Nunca cheguei a conhecer, verdadeiramente, alguém como eu, apesar de saber que ele se encontrava bem próximo de mim. Arrependo-me da conversa que ficou por partilhar, do toque que não pude experimentar ou do olhar que nunca admirei. Desfiguro-me à dolorosa luz da lâmpada eléctrica, sem tempo para mais recordações. Pelo bem-estar de alguém, morro injustamente desfeita em partículas invisíveis como ser esquecido que nunca será lembrado.
21:50 | 1 Comentário
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Buon Compleanno
Tudo começou um dia. Um dia que não sei precisar, mas que fez a diferença. Aquele dia. O dia em que, por mero acaso, nos conhecemos. Coincidência atrás de coincidência, chegamos a outro dia. O dia em que falamos. Desta vez, não foi para acordar nada ou pedir favores. Falamos porque sim. Porque sempre fomos assim. Não precisamos de uma razão para fazer o que quer que seja, desde que faça sentido. Fomo-nos conhecendo, dia após dia. Revelaste-te um amigo sempre presente e pronto a ouvir-me. Deste-me força quando nem tu a tinhas. Aturaste-me nos momentos mais complicados, quando os nervos, o stress e o cansaço uniam-se para me deixar irritada. Sei que não te soube retribuir na mesma moeda e peço-te desculpa por isso. Sei ainda que fiquém aquém das expectativas. Por tudo isto, quero que saibas que tenho orgulho em ti e no ser humano que és. Talvez este texto nem devesse estar aqui (pois não escrevi nada que tu já não soubesses), mas hoje faz sentido...
15:24 | 1 Comentário
domingo, 14 de junho de 2009
You're important to me
"Conservar algo que me faça recordar-te seria admitir que te posso esquecer."
23:25 | 7 Comentários
terça-feira, 9 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Uma noite para comemorar
Esta é só uma noite para partilhar
qualquer coisa que ainda podemos guardar
cá dentro num lugar a salvo para onde correr
quando nada bate certo
e se fica a céu aberto
sem saber o que fazer
Esta é só uma noite para comemorar
qualquer coisa que ainda podemos salvar
no tempo um lugar pra nós onde demorar
quando nada faz sentido
e se fica mais perdido
e se anseia pelo abraço de um amigo
Esta é só uma noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
foi-se acumulando em fotografias,
em distâncias e saudade numa dor
que nunca acaba e faz transbordar os dias
Esta é só uma noite para me lembrar
que há qualquer coisa infinita como firmamento,
um sorriso, um abraço
que transcende o tempo
e ter medo como dantes de acordar
a meio da noite a precisar de um regaço
Só pela beleza da letra. Só pelo momento que estou a viver. Só porque, hoje, faz sentido...
23:20 | 1 Comentário
Assim... sozinha.
Não posso ser quem fui.
Não posso deixar que sejas quem já foste para mim.
O tempo muda histórias, momentos e relações.
Não posso continuar assim.
A ausência faz doer.
As palavras começam a ser escassas.
Hoje perdi-me.
Um dia encontrar-me-ei... sozinha.
00:49 | 3 Comentários


