quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
A morte anunciada de uma aspirina
Bastaram dois segundos para deixar de me sentir a mesma. Tudo o que conhecia revelou-se estranho, assim como todas as certezas que permaneciam cravadas nesta pele comprimida A ideia de uma vida prolongada, na companhia dos meus semelhantes e no interior de uma caixa de remédios perdida num armário castanho de carvalho, agradava-me de sobremaneira. Todavia, a água, agora contida naquele copo vermelho comprado em Salamanca por altura das festas locais, aniquilava todos os meus sonhos e anunciava a minha extinção. Chegara a hora de curar alguém, mesmo sabendo que isso se traduziria na minha morte. De alguma maneira, este pensamento acalmava a aflição do borbulhar do meu frágil corpo. Neste estado de ânsia e desespero, recordei as memórias mais valiosas que só o meu íntimo reconhecia. A cada desprender de uma bolha, libertava mais uma curta vivência que, infelizmente, ficara pautada pela solidão. Nunca cheguei a conhecer, verdadeiramente, alguém como eu, apesar de saber que ele se encontrava bem próximo de mim. Arrependo-me da conversa que ficou por partilhar, do toque que não pude experimentar ou do olhar que nunca admirei. Desfiguro-me à dolorosa luz da lâmpada eléctrica, sem tempo para mais recordações. Pelo bem-estar de alguém, morro injustamente desfeita em partículas invisíveis como ser esquecido que nunca será lembrado.
21:50 | 1 Comentário
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Buon Compleanno
Tudo começou um dia. Um dia que não sei precisar, mas que fez a diferença. Aquele dia. O dia em que, por mero acaso, nos conhecemos. Coincidência atrás de coincidência, chegamos a outro dia. O dia em que falamos. Desta vez, não foi para acordar nada ou pedir favores. Falamos porque sim. Porque sempre fomos assim. Não precisamos de uma razão para fazer o que quer que seja, desde que faça sentido. Fomo-nos conhecendo, dia após dia. Revelaste-te um amigo sempre presente e pronto a ouvir-me. Deste-me força quando nem tu a tinhas. Aturaste-me nos momentos mais complicados, quando os nervos, o stress e o cansaço uniam-se para me deixar irritada. Sei que não te soube retribuir na mesma moeda e peço-te desculpa por isso. Sei ainda que fiquém aquém das expectativas. Por tudo isto, quero que saibas que tenho orgulho em ti e no ser humano que és. Talvez este texto nem devesse estar aqui (pois não escrevi nada que tu já não soubesses), mas hoje faz sentido...
15:24 | 1 Comentário
domingo, 14 de junho de 2009
You're important to me
"Conservar algo que me faça recordar-te seria admitir que te posso esquecer."
23:25 | 7 Comentários
terça-feira, 9 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Uma noite para comemorar
Esta é só uma noite para partilhar
qualquer coisa que ainda podemos guardar
cá dentro num lugar a salvo para onde correr
quando nada bate certo
e se fica a céu aberto
sem saber o que fazer
Esta é só uma noite para comemorar
qualquer coisa que ainda podemos salvar
no tempo um lugar pra nós onde demorar
quando nada faz sentido
e se fica mais perdido
e se anseia pelo abraço de um amigo
Esta é só uma noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
foi-se acumulando em fotografias,
em distâncias e saudade numa dor
que nunca acaba e faz transbordar os dias
Esta é só uma noite para me lembrar
que há qualquer coisa infinita como firmamento,
um sorriso, um abraço
que transcende o tempo
e ter medo como dantes de acordar
a meio da noite a precisar de um regaço
Só pela beleza da letra. Só pelo momento que estou a viver. Só porque, hoje, faz sentido...
23:20 | 1 Comentário
Assim... sozinha.
Não posso ser quem fui.
Não posso deixar que sejas quem já foste para mim.
O tempo muda histórias, momentos e relações.
Não posso continuar assim.
A ausência faz doer.
As palavras começam a ser escassas.
Hoje perdi-me.
Um dia encontrar-me-ei... sozinha.
00:49 | 3 Comentários
quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Relações - Parte I
Há muito tempo que estou para escrever sobre algo que tem mexido muito comigo. Hoje, no meu blog fala-se de relações.
À medida que fui conhecendo e namorando com vários rapazes, cada um a seu tempo e com toda exclusividade a que tem direito, apercebi-me que mesmo depois da paixão adormecer num sono eterno o carinho permanece. Por um lado, faz todo o sentido que isso aconteça. Afinal de contas, foi essa pessoa que me fez acordar a sorrir, foi por ela que eu cometi pequenas loucuras, foi nos seus braços que eu adormeci mais do que uma vez e me senti protegida. Quando andava na rua e me cruzava com alguém que trazia o mesmo perfume, cá dentro o peito ficava aconchegado e a boca, lentamente, abria-se para esboçar um sorriso. O amor que se constrói e se alimenta - com palavras, olhares, carícias, pequenos gestos, beijos, abraços, surpresas, paixão, etc - pode transformar-se em algo maior ou menor. Nem sempre ficamos com as pessoas que julgávamos ter como certas. Nem sempre o chão permanece seguro. Nem sempre tudo acaba como era o desejado. E é sempre nestes momentos que eu me lembro da mítica frase "não chores porque acabou, sorri porque aconteceu".
E aos poucos chegamos ao outro lado, ao lado em que o carinho não pode limitar a nossa vida. Sim, aquela pessoa foi única num determinado instante e, mesmo tendo um lugar só seu dentro de mim, não poderá privar-me de seguir em frente. A culpa não é tua. Sejamos francos, é completamente minha. Eu é que não sei gostar mais de mim do que de ti. Porém, sei que não posso prolongar este tempo que tanto faz mal a ti como a mim. Não te quero longe, mas também não poderei estar sempre perto. Gosto-nos, podes ter a certeza absoluta disso, mas não consigo continuar assim.
16:32 | 1 Comentário


